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O boom dos escritórios emergentes
Rodrigo Bertozzi
“Antigamente, aqueles que eram bons nas
batalhas primeiramente se faziam invencíveis.”
Miyamoto Musashi (1584-1645)
Marque esta frase: o dinamismo contábil evitará recessão na área contábil. E mais que isto, os escritórios emergentes sejam eles boutiques especializadas ou de pequeno e médio porte. Ouvimos dezenas de pessimistas afirmando como um oráculo que os contabilistas atravessam um período difícil, que os clientes e problemas não crescem na mesma proporção do número de concorrentes e toda a sorte de lamentações. Só tem um problema! Não acredito em absolutamente nada disto. Estou confiante que a área contábil está para entrar em uma verdadeira era de prosperidade com crescimento sustentável e sólido. Se nosso país avança rapidamente como mercado consumidor em escala global, isto significa que a área de relações de consumo e seus litígios e auditorias tendem a aumentar em igual proporção. O Brasil possui o maior mercado acionário emergente e com isto o número de IPO aumenta provocando um movimento intenso em toda a área de auditoria e contábil. A economia mantém o ritmo forte e cresce sem parar há 24 trimestres. A geração de empregos em 2007 foi a maior em quatro décadas. Ou seja, as oportunidades estão não apenas surgindo, mas consolidando-se.
Os contabilistas podem esperar (porém com pró-atividade) que estão a crescer no mesmo ritmo que o país. Mas os contabilistas emergentes, aqueles que estão nas pequenas cidades e sendo obrigadas a especializarem-se para acompanhar seus clientes. Estão abrindo-se para o mundo, tomando espaços e, principalmente, quebrando barreiras geográficas. Se existe um especialista altamente qualificado em Londrina, a empresa ou sindicato irá buscá-lo. O mundo é plano, parafraseando Thomas Friedman. A concorrência agora está em todo o lado. Os experts em negócios contábeis estão em franca ascensão vieram para ficar. Se antes o que importava era o tamanho do escritório ou os anos de experiência, hoje a especialidade, a qualidade dos serviços personalizados e um preço competitivo provocou uma onda de rachaduras nos conceitos do passado.
O consumo brasileiro se expandiu 7% no ano passado, enquanto o produto interno bruto cresceu perto de 5,5%. A oferta de crédito foi ampliada sem sete anos de 336 bilhões para 1 trilhão de reais. Este poderoso motor, somado ao um PIB que cresceu 5,4% causou um efeito formidável no mercado de bens de consumo bem como no mercado imobiliário. Os nichos estão expandindo-se nos ramos de construção, infra-estrutura, ambiental, entretenimento e internacional. Quem acompanha o mercado contábil de perto na busca por analisar o contexto macro econômico do setor tem percebido que não importa a concorrência, mas sim o nicho e posicionamento que seu escritório desenvolver. A lei 11.638 está provocando um alinhamento com conceitos e práticas contábeis utilizadas no mundo, o que irá obrigar ao contabilista a sair do bolsão de conforto e ser inovador.
Se as coisas não estão mudando para você a causa pode estar internamente como um vírus invisível. Uma gestão familiar, má administração do tempo e prioridades ou pouca oportunidade para os novos talentos. Lute contra estes pequenos demônios (domáveis) e abra os olhos para o verdadeiro Brasil que surge.
1) Crie novos serviços com foco no cliente ativo e inativo;
2) Desenvolva realmente serviços personalizados;
3) Separe um percentual do faturamento líquido mensal para investir (e não gastar) em marketing jurídico ético;
4) Posicione sua marca em nichos de expansão econômicos (quanto mais um determinado setor cresce, maior sua necessidade de serviços jurídicos especializados);
5)Trabalhe internamente ou com consultores externos o ciclo gestão plena: pessoas, processos, comunicação e finanças. E diferente de como muito contabilista pensa, profissionalizar a gestão não é coisa de grande escritório ou que não serve para o seu. Se pensar assim é possível que agora tudo ainda funcione, mas durará por quanto tempo ainda?
Coloque em mente que é preciso exorcizar para sempre velhos hábitos, banir a palavra recessão e, preparar-se para o maior ciclo de todos os tempos na contabilidade e auditoria. Sim, meus amigos, chegou a hora dos pequenos e médios escritórios contábeis que estão especializando-se no cliente, em suas necessidades, desejos e lucro. Ao fazer isto, não apenas estamos a mudar a ordem das coisas, mas de sua carreira contábil.
Um viva para os contabilistas emergentes!!!
Rodrigo Bertozzi é sócio da Selem, Bertozzi Consultoria, Administrador de Empresas, MBA em Marketing Pleno, com Experiência em mais de 80 eventos como Palestrante, Consultor de Dezenas de Empresas de Serviços (principalmente Jurídicos) desde 1998, Especialista em Comunicação de Serviços, Membro do Conselho Editorial da Juruá Editora, Autor dos Livros “As Leis do Relacionamento com o Cliente:, “Marketing Jurídico Essencial “ “A Reinvenção da Advocacia”, “Marketing Jurídico – A Nova Guerra dos Advogados”, “Revolution Marketing Place”, “Depois da Tempestade”, “O Despertar” e “O Senhor do Castelo”. Articulista das Revistas Conjur, Leis & Letras, Justilex, Consulex e Advogados: Mercado e Negócios.
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